Os verdadeiros heróis
Em uma das muitas viagens que fiz, parei ao pé de uma estátua ao lado da Catedral da Sé, na cidade do Porto.A estátua de Vímara Peres desperta admiração. É uma bela obra de arte e nos convida a recordar um fragmento da história. Ele é considerado um herói naquele país. Todos os países tem seus heróis.
Mas, se me perguntarem quem são os verdadeiros heróis, meus olhos procuram outra direção. Eles não costumam ser eternizados em bronze. Não usam coroas nem comandam exércitos.
Saem de casa antes do amanhecer para trabalhar na fábrica, na escola, na lavoura, no hospital, no volante de um ônibus, no pequeno comércio. Voltam para casa carregando o cansaço no corpo e o amor nas mãos.
São pais e mães que, sem discursos e sem monumentos, constroem diariamente aquilo que nenhum rei jamais conseguiu criar sozinho: uma sociedade onde a vida continua.
Enquanto a história grava o nome dos poderosos nas pedras, é o anonimato dos trabalhadores que grava esperança no coração das pessoas.
As estátuas mais bonitas não são feitas de mármore ou de bronze. São feitas de coragem, de honestidade e de amor.
E essas, embora invisíveis, devem permanecer de pé muito depois que os monumentos envelhecem e são corroídos pelo tempo.

Nenhum comentário:
Postar um comentário